Cenário e tendências de TPRM para 2026

25 de fev. de 2026

Cenário e tendências de TPRM para 2026

O cenário e tendencias de TPRM (Third-Party Risk Management) para 2026 se articula em torno de uma evolução que já vinha se desenhando, mas que agora se intensifica devido ao aumento da complexidade das cadeias de fornecedores, pressões para melhoria das práticas de compliance tornando-as mais rígidas e a conexão cada vez maior de tecnologias digitais.

 A percepção de risco por parte das organizações em relação ao compliance contemplam também um olhar mais atento para a resiliência do ecossistema de terceiros como um todo, considerando impactos financeiros, reputacionais, tecnológicos, ambientais e sociais.

Em 2026, excelentes práticas de TPRM exigem que as empresas entendam riscos em tempo quase real, apoiadas por dados de desempenho e indicadores que reflitam como está o relacionamento com fornecedores. Isso ocorre em um contexto em que incidentes de terceiros rapidamente reverberam para o cliente final e para os mercados de capitais.

Diante disso, os órgãos reguladores em diferentes países ampliaram seus requerimentos de governança de terceiros, especialmente para instituições financeiras, empresas de tecnologia e setores regulados. A expectativa é no sentido de que as organizações demonstrem capacidade de triagem, avaliação de riscos iminentes e resposta coordenada a eventos adversos envolvendo fornecedores, sob pena de sanções mais severas. A pressão normativa impulsiona a formalização de métricas padronizadas de risco de terceiros e exige maior transparência documental ao longo da cadeia.

Tendencialmente, a tecnologia orienta as práticas de TPRM com adoção mais profunda de automação e analítica avançada. A análise preditiva amplia a capacidade de antecipar eventos de risco. Além disso, fontes alternativas de dados, como sinais de mercado, indicadores de reputação digital e métricas ESG fazem parte das avaliações de risco, para melhor compreensão do contexto em que se insere o fornecedor em questão.

A segurança cibernética de terceiros ainda é um dos principais pilares de TPRM, impulsionada pela frequência e impacto de ataques a fornecedores que servem múltiplos clientes. A expectativa em 2026 é que as empresas verifiquem os controles de segurança básicos e alinhem requisitos de proteção de dados com práticas de monitoramento e teste de resiliência

O enfoque em sustentabilidade e responsabilidade social impacta também a gestão de riscos de terceiros. Os investidores e consumidores demandam que as parcerias respeitem padrões éticos, laborais e ambientais. Assim, TPRM se expande para incorporar dimensões de risco não financeiro, analisando avaliações de práticas sustentáveis e conformidade com princípios globais de direitos humanos.

O panorama de TPRM em 2026 é definido por uma síntese entre governança robusta, tecnologia avançada e foco holístico sobre o ecossistema de fornecedores, além de processos ágeis e transparentes visando cumprir as expectativas de mercado.

O que é TPRM e por que é importante antecipar tendências?

O Third-Party Risk Management (TPRM) é o conjunto de políticas, critérios e controles aplicados à avaliação e ao acompanhamento de fornecedores e parceiros. A diferença, em 2026, está no escopo e na profundidade dessa análise.

A alta administração entende claramente que os incidentes envolvendo terceiros, como vazamentos de dados, fraude societária, sanções internacionais, trabalho irregular na cadeia produtiva não são externalidades, são eventos que afetam Valuation, acesso a crédito e percepção de governança.

Por isso, os investidores institucionais têm exigido maior transparência sobre dependência de fornecedores. Nas operações de M&A, Due Diligences e afins, o olhar para riscos ocultos em cadeias de suprimentos tem sido mais atento. O TPRM, é, portanto, um vetor de proteção patrimonial e de preservação reputacional.

Como a regulação impacta o TPRM em 2026?

As autoridades têm demandado critérios de classificação de risco, diligência prévia e revisão periódica em relação a parceiros estratégicos.

No setor financeiro, as normas relacionadas à segurança cibernética, prevenção à lavagem de dinheiro e proteção de dados ampliaram a responsabilização indireta. A lógica é clara: não basta terceirizar uma atividade sensível, a responsabilidade pela supervisão permanece.

Diante disso, o grau de maturidade das organizações deve demonstrar rastreabilidade de decisões, histórico de análises e critérios objetivos de aceitação ou rejeição de fornecedores.

Quais são as principais tendências de TPRM para 2026?

O cenário e tendências de TPRM para 2026 apontam cinco pilares:

O primeiro é a substituição de avaliações isoladas por acompanhamento constante, com mecanismos de atualização periódica de dados societários, reputacionais e financeiros.

O segundo envolve tecnologia e uso de plataformas especializadas que cruzam bases públicas, dados cadastrais, processos judiciais e informações societárias para identificar conexões indiretas, conflitos de interesse e estruturas complexas de participação.

O terceiro pilar é a incorporação de critérios ESG à análise de terceiros, ou seja, as cadeias produtivas devem ser avaliadas também sob o prisma ambiental e trabalhista, refletindo pressão de investidores e mercados internacionais.

O quarto diz respeito à cibersegurança de fornecedores. Tendo em vista que os ataques a empresas terceirizadas têm sido porta de entrada para incidentes de grande escala, os testes de resiliência e exigências contratuais mais rigorosas são uma rotina esperada agora.

O quinto ponto é a visão conectada entre áreas. Desse modo, as áreas estratégicas como compras, compliance, jurídico e tecnologia precisam atuar de forma coordenada, por que a fragmentação interna aumenta a probabilidade de falhas.

Como avaliar riscos de terceiros de forma mais profunda?

A análise contemporânea demanda análise societária detalhada, identificação de beneficiários finais, verificação de vínculos indiretos e cruzamento com listas restritivas e sanções internacionais.

Além disso, a avaliação financeira do fornecedor, concentração de receita, dependência excessiva de poucos clientes e exposição a litígios relevantes são pontos chave. Para os contratos estratégicos, testes de continuidade operacional e planos de contingência devem fazer parte do processo decisório com revisões alinhadas ao grau de criticidade do parceiro.

Qual o papel da tecnologia no TPRM em 2026?

O volume e complexidade de dados tornaram inviável a gestão manual de risco de terceiros. A consolidação de informações dispersas em diferentes bases públicas exige automação e capacidade analítica.

Por isso, o uso de ferramentas especializadas é indispensável, porque permitem visualizar as estruturas societárias em linha do tempo, identificar alterações de participação e detectar conexões ocultas entre empresas e pessoas físicas.

Além disso, os algoritmos de análise preditiva começam a ser utilizados para sinalizar variações relevantes em indicadores financeiros ou reputacionais, antecipando potenciais eventos adversos.

Conclusão

O cenário e tendências de TPRM para 2026 indicam um ambiente de maior pressão regulatória e expectativa de transparência. Pode-se dizer que TPRM, em 2026, é menos sobre formalidade documental e mais sobre inteligência aplicada à tomada de decisão estratégica.

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