Comportamento antiético nas empresas: Como detectar e prevenir?

20 de fev. de 2026

Comportamento antiético nas empresas: Como detectar e prevenir

O comportamento antiético nas empresas afeta diretamente a precificação de ativos, na medida em que a permissividade diante de favorecimentos indevidos, manipulação de informações e conflitos de interesse altera a percepção de risco por investidores e credores, e a permanência dessas práticas ao longo do tempo compromete a consistência das decisões estratégicas, produzindo impacto mensurável sobre reputação, custo de capital e responsabilidade de conselhos e executivos.

A agenda de ética e integridade corporativa no Brasil segue com avanços ao longo de 2025 e projeções para 2026, com fortalecimento da atuação da Controladoria-Geral da União (CGU) com a expansão das práticas de compliance e aumento da robustez dos programas de integridade empresarial e aplicação efetiva de acordos de leniência.

A compreensão desse fenômeno exige atenção por parte das organizações, pois a conduta antiética não se limita ao ato individual, e sim ao ambiente organizacional que admite distorções reiteradas na tomada de decisão, o que evidencia fragilidades na governança e expõe a companhia a contingências administrativas, cíveis e trabalhistas com reflexos patrimoniais concretos.

A caracterização da conduta antiética sob a ótica da alta administração

A definição de comportamento antiético envolve práticas que violam padrões de integridade, lealdade corporativa e diligência esperados na condução dos negócios, e a sua materialização pode decorrer tanto de ações deliberadas quanto de permissividade estrutural diante de desvios recorrentes, circunstância que desloca o foco do evento isolado para o sistema decisório que o viabiliza.

A análise sob a ótica da alta administração exige avaliar como decisões influenciadas por interesses particulares, uso estratégico de informações sensíveis e direcionamento indevido de contratos afetam a governança e a credibilidade institucional, uma vez que tais práticas interferem na alocação eficiente de recursos e na relação de confiança com o mercado.

A materialização dos desvios em operações e relações estratégicas

A incidência de conflitos de interesse nos processos de contratação, a distorção de dados financeiros para ajuste artificial de desempenho e a concessão de vantagens indevidas em negociações comerciais revelam padrões que ultrapassam o campo disciplinar interno e alcançam a esfera reputacional e patrimonial, e a repetição desses comportamentos ao longo da cadeia decisória compromete a coerência das demonstrações financeiras e a transparência exigida por investidores.

A ocorrência de assédio, uso indevido de informações confidenciais e direcionamento de fornecedores sem critérios técnicos demonstra que o risco ético permeia tanto níveis operacionais quanto estratégicos, circunstância que exige uma visão transversal da governança e revisão contínua dos mecanismos de controle.

A dimensão estratégica do risco ético na geração de valor

A percepção de tolerância a práticas antiéticas influencia a avaliação de mercado sobre a companhia, na medida em que investidores incorporam fatores de governança na mensuração de risco e na definição do custo de capital, e a divulgação de dados do Relatório Global de Integridade 2024, publicado pela consultoria EY, indicou que parcela relevante de profissionais identifica predisposição a condutas inadequadas na alta liderança, reforça a correlação entre cultura organizacional e exposição institucional.

A internalização desse risco afeta negociações contratuais, acesso a crédito e participação em cadeias globais de fornecimento, sobretudo em ambientes nos quais critérios de ESG condicionam decisões de investimento e parcerias estratégicas.

A identificação de padrões e fragilidades na governança corporativa

A detecção de condutas antiéticas demanda articulação entre cultura organizacional, desenho de processos e análise de dados, e a resistência a auditorias, a comunicação defensiva em áreas sensíveis e a recorrência de relatos em canais internos sinalizam necessidade de revisão da governança, enquanto a ausência de segregação adequada de funções e a dependência excessiva de controles manuais ampliam a exposição a distorções deliberadas.

Por outro lado, a utilização de análise de dados, com cruzamento de informações societárias, financeiras e contratuais, amplia a capacidade de identificar padrões atípicos e relações que demandam aprofundamento investigativo, fortalecendo a diligência da alta administração perante stakeholders.

A consolidação de cultura ética e tecnologia como vetor de diligência executiva

A incorporação de padrões éticos ao cotidiano corporativo decorre do alinhamento entre liderança, políticas internas e mecanismos de responsabilização, e a formalização de códigos de conduta, treinamentos periódicos e canais de denúncia estruturados contribui para criar ambiente no qual desvios são identificados com maior celeridade e tratados sob critérios objetivos.

Neste contexto, a adoção de ferramentas tecnológicas voltadas à inteligência de dados e à rastreabilidade decisória amplia a visibilidade sobre relações societárias, transações e vínculos indiretos, elevando o padrão de diligência exigido de executivos e conselheiros, e a consolidação desse ecossistema de controle preserva valor e sustenta a confiança do mercado no longo prazo.

Conclusão

A consolidação de padrões éticos consistentes depende de capacidade analítica compatível com a complexidade das relações empresariais contemporâneas, na medida em que cadeias societárias fragmentadas, interposição de pessoas jurídicas e conexões indiretas ampliam a necessidade de leitura aprofundada das interações econômicas, e a incorporação de soluções como as desenvolvidas pela Kronoos amplia a visibilidade sobre vínculos ocultos, histórico de participações e movimentações correlacionadas, oferecendo base factual para decisões que envolvem contratação de terceiros, operações societárias e avaliação de parceiros estratégicos.

A utilização de tecnologia orientada por cruzamento de bases públicas e privadas fortalece a diligência executiva e permite a identificação de conexões recorrentes e exposições concentradas em determinados núcleos de relacionamento, circunstância que qualifica a análise de risco e contribui para decisões alinhadas ao dever de conselheiros e administradores, e a integração desses mecanismos ao processo decisório consolida governança e a integridade empresarial, preservando valor e a credibilidade institucional perante investidores e mercado. Conheça as soluções Kronoos para reforçar as práticas de Compliance da sua empresa. Fale com um de nossos especialistas e saiba mais!

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