Melhores práticas de governança corporativa

5 de jan. de 2026

Melhores práticas de governança corporativa

Antes de discutir as melhores práticas de governança corporativa, é bom relembrar que há anos atrás, após escândalos que repercutiram na mídia e o surgimento da Lei Anticorrupção, o termo “governança corporativa”, causava estranheza mesmo aos mais atuantes no mundo corporativo.

O modelo de negócio brasileiro visava o lucro acima de tudo, e isso era entendido como algo perfeitamente normal, e pouco se falava em compliance, responsabilidade social, ESG, investigações corporativas, inclusão e diversidade e respeito ao meio ambiente. No entanto, a evolução legislativa e as práticas danosas de corrupção, lavagem de dinheiro, tráfico de drogas, catástrofes ambientais e climáticas, dentre outros acontecimentos que ferem a integridade em sentido amplo, forçaram a incorporação do conceito de governança corporativa e compliance.

O conceito de governança corporativa está ligado às práticas decisórias e mecanismos de controle que definem quem decide, como decide e com quais responsabilidades dentro de uma organização. A governança organiza relações entre sócios, administradores, conselhos e demais partes interessadas, reduzindo conflitos de interesses e trazendo previsibilidade às decisões estratégicas.

Com isso, a empresa constrói reputação, amplia a confiança do mercado e cria condições mais favoráveis para captação de recursos, abertura de capital ou processos de venda dentro de um modelo de gestão capaz de sustentar perenidade com integridade.

Por que a transparência é indispensável na governança corporativa

Os marcos regulatórios que visam transparência e integridade como a Lei Sarbanes-Oxley, criada nos Estados Unidos após grandes escândalos corporativos, influenciaram legislações, códigos e práticas em diversos países, inclusive no Brasil. Hoje, a prestação de contas é exigida por lei e por reguladores, mas a diferença competitiva surge quando a empresa vai além do mínimo obrigatório.

As organizações que divulgam informações de forma recorrente, clara e estruturada reduzem assimetrias informacionais, fortalecem a confiança de investidores e evitam ruídos internos. A lógica é simples: cumprir apenas o esperado mantém a empresa no mesmo patamar, por outro lado, ampliar a frequência e a qualidade das informações eleva o nível de maturidade da governança e impacta diretamente o Valuation.

Qual a importância das assembleias e reuniões periódicas para a governança

A legislação societária brasileira já estabelece obrigações formais, como a assembleia geral ordinária anual prevista na Lei das Sociedades por Ações. Reguladores e segmentos especiais de listagem, como o Novo Mercado da B3, elevam ainda mais o padrão esperado de prestação de contas.

Desse modo, mesmo quando as empresas ainda não estão sujeitas a certas regras, mas mesmo assim, as cumpre constroem uma governança mais preparada para ciclos de crescimento, entrada de fundos e reestruturações societárias. As reuniões periódicas bem planejadas mantêm sócios e administradores alinhados, aumentam a clareza sobre a situação patrimonial e financeira e reduzem riscos como confusão entre bens da pessoa física e da pessoa jurídica. Nesse contexto, o planejamento anual do conselho e a atuação organizada da presidência do conselho são essenciais.

Conselho consultivo e conselho de administração

Muitas empresas iniciam sua jornada de governança por meio de conselhos consultivos, o que é natural em fases iniciais de maturidade. Esse modelo permite troca de experiências, orientação estratégica e aprendizado institucional. À medida que a organização cresce, o conselho de administração passa a ser um passo quase inevitável.

A instalação de um conselho de administração indica um estágio mais sólido de governança, no qual decisões estratégicas, fiscalização da diretoria e definição de diretrizes passam a seguir ritos formais, em resposta ao aumento da complexidade do negócio e à necessidade de maior controle e profissionalização.

Quais instrumentos organizam a governança na prática

A governança exige instrumentos formais que organizem agendas, decisões e responsabilidades. Planejamentos anuais do conselho permitem previsibilidade e foco. Registros formais das reuniões preservam a memória institucional e dão segurança jurídica às deliberações. Documentos estruturados de propostas tornam as decisões mais objetivas e qualificadas. Avaliações periódicas do próprio conselho ajudam a identificar fragilidades e oportunidades de melhoria, ainda que essa prática seja pouco difundida no Brasil.

Por que o código de boas práticas é um pilar da governança

Um código de boas práticas ou de governança formaliza expectativas, responsabilidades e limites de atuação. Ele alinha interesses entre administradores, conselheiros e sócios, orienta a execução da estratégia e facilita ajustes ao planejamento quando o contexto muda.

Logo, o código funciona como referência para decisões sensíveis e para a relação entre conselho e diretoria, reduzindo conflitos desnecessários.

Como a ética orienta decisões e deliberações do conselho

As decisões tomadas em instâncias de governança produzem efeitos diretos sobre investidores, colaboradores, clientes, fornecedores e a sociedade. Por isso, a dimensão ética não pode ser tratada de forma acessória. Além disso, os Códigos de conduta, políticas de compliance e mecanismos de controle independentes são fundamentais para dar consistência a esse compromisso.

Como a governança contribui para a mitigação de riscos empresariais

A identificação e o tratamento de riscos fazem parte do núcleo da governança, pois é preciso entender quais eventos podem afetar o negócio, sua probabilidade de ocorrência e o impacto potencial permite respostas mais rápidas e menos improvisadas.

Algumas ferramentas como a matriz de riscos ajudam a organizar essas informações, orientando decisões estratégicas e preparando a organização para lidar com cenários adversos sem comprometer sua continuidade ou reputação.

Qual o papel da responsabilidade social e do ESG na governança

As organizações internacionais, consumidores e investidores enxergam o ESG de forma mais atenta, obseervando como as empresas se posicionam diante dessas agendas.

Por esse motivo, incorporar temas de ESG às pautas faz parte das boas práticas de governança como resposta às exigências de um mercado que associa desempenho econômico à responsabilidade social e ambiental.

Por que processos de governança precisam de revisão constante

Os processos organizacionais também envelhecem e a mudanças regulatórias, tecnológicas e de mercado tornam práticas antes adequadas insuficientes com o passar do tempo. Por isso, a governança exige revisões periódicas para manter sua eficácia e simplicidade.

As ferramentas digitais especializadas em governança como as desenvolvidas pelas Kronoos, ajudam a centralizar normas, políticas, agendas e registros, tornando o sistema mais acessível e funcional, mesmo em ambientes regulatórios complexos.

Quais benefícios a boa governança gera para a empresa?

Adotar as melhores práticas de governança corporativa melhoram a credibilidade institucional, a qualidade das decisões estratégicas e reduz riscos jurídicos e financeiros, facilitando que a empresa atravesse crises com mais resiliência, acesse crédito em condições mais favoráveis e mantenha relações mais equilibradas entre sócios e administradores.

Além disso, a governança sustenta planejamento sucessório, incentiva diversidade nos órgãos decisórios e contribui para a longevidade do negócio, especialmente em empresas familiares ou em fase de profissionalização.

Conclusão

A adoção de boas práticas de governança corporativa está diretamente relacionada ao grau de organização institucional da empresa e à forma como suas decisões são tomadas, registradas e fiscalizadas. O grau de transparência, as instâncias decisórias bem definidas, e os instrumentos formais de controle e observância às exigências legais impactam a credibilidade, a previsibilidade e a segurança jurídica do negócio. Por isso, as ferramentas desenvolvidas pelas Kronoos contribuem significativamente com diversas práticas recomendadas de governança corporativa, como Auditorias eficazes, Due Diligences consistentes, Background Checks atualizados e confiáveis, tudo isso por meio da automatização de tarefas e acesso a milhares de fontes de dados fidedignas em tempo real, tudo em conformidade com a LGPD. Fale com um dos nossos especialistas para saber mais!

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