Tendências de Compliance para 2026

19 de dez. de 2025

Tendências de Compliance para 2026

Dentre as tendências de Compliance para 2026 está a ampliação do uso inteligente de tecnologias de análise de dados para otimizar os processos e elevar a credibilidade e a transparência das organizações em todos os níveis de atuação no mercado.

A Thomson Reuters publicou análise com os principais riscos de compliance para 2026, identificando temas como IA, criptoativos, privacidade de dados e relatórios ESG como focos principais para o próximo ano.

Assim, a integridade corporativa será cada vez mais entendida por reguladores, investidores e parceiros comerciais como critério de avaliação institucional, vinculado à capacidade de gestão, à previsibilidade das decisões e à solidez das relações de negócio. Desse modo, não haverá mais espaço para programas genéricos, construídos apenas para atender formalidades, já que não produzem efeitos práticos nem oferecem proteção real às organizações.

A atenção agora está na eficiência dos controles, a confiabilidade das informações, a consistência dos registros e a clareza dos processos decisórios. A tecnologia, governança de dados, avaliação de terceiros e tratamento adequado de denúncias continuarão a ser o núcleo das práticas de integridade, com impacto direto sobre auditorias, contratações, parcerias estratégicas e acesso a novos mercados.

Por outro lado, a compreensão de que integridade não se sustenta por declarações institucionais, mas por mecanismos operacionais capazes de demonstrar, de forma verificável as suas métricas e sua efetividade, tende a se consolidar ou seja, é preciso que os stakeholders compreendam como os riscos são identificados, avaliados e administrados no cotidiano empresarial. Essas e outras tendências de Compliance para 2026 ganham relevância e tendem a orientar a estruturação de programas de compliance mais consistentes nos próximos anos.

Automação das práticas de Compliance com uso de tecnologia

A utilização de tecnologia nas práticas de Compliance atende à necessidade de controle e registro fiel dos atos praticados dentro da organização. Os fluxos digitais permitem o acompanhamento cronológico de atualizações normativas, treinamentos, autorizações e manifestações de responsáveis. Nas auditorias externas, esse conjunto de informações permite demonstrar, por exemplo, quando determinada política foi revisada, quem participou da deliberação e quais áreas tomaram ciência do conteúdo, reduzindo questionamentos sobre informalidade ou lacunas documentais.

Canal de Denúncias efetivo

O Canal de Denúncias assume relevância quando inserido em procedimento técnico claro, com critérios objetivos desde o recebimento até o encerramento do relato. A efetividade decorre da classificação adequada das informações, da preservação dos registros e da condução ordenada das apurações. O histórico íntegro das providências adotadas demonstram a diligência perante autoridades, inclusive quando o conteúdo da denúncia não se confirmou, o que reduz riscos de imputação por omissão ou tolerância de alguma prática indevida.

A importância do Compliance para celebração de novos negócios

Nas negociações comerciais, parcerias estratégicas e operações de investimento, o Compliance exerce influência direta sobre a viabilidade do negócio. Logo, os bancos, investidores e grandes contratantes solicitam informações sobre governança, histórico de ocorrências e critérios adotados na gestão de riscos. As organizações que apresentam esse conjunto de dados de forma ordenada enfrentam menor resistência em análises prévias e lidam com menor volume de exigências adicionais em contratos, sobretudo em setores regulados ou expostos a fiscalização recorrente.

O papel do ESG no Compliance ganha ainda mais relevância

Os critérios ambientais, sociais e de governança ocupam posição relevante na avaliação de riscos corporativos. No âmbito do Compliance, isso se reflete na redação contratual, na seleção de fornecedores e no acompanhamento das relações comerciais. Assim, assuntos envolvendo condições de trabalho, origem de insumos, práticas ambientais e transparência decisória, por exemplo, terão maior influência na continuidade de contratos e o acesso a determinadas linhas de financiamento.

Acessibilidade do Compliance para PME’s

As pequenas e médias empresas adotam práticas de Compliance compatíveis com sua dimensão operacional e exposição a riscos. O foco recairá sobre políticas concisas, responsabilidades bem distribuídas e registros essenciais capazes de demonstrar regularidade administrativa. Isso permite que as PME’s atendam os requisitos contratuais de integridade e mantenham relações comerciais relevantes, sem recorrer a modelos excessivos ou incompatíveis com sua realidade.

Gestão de terceiros automatizada para elevar o grau de maturidade do Compliance

A relação com terceiros é acompanhada de perto por meio de dados objetivos. O uso de ferramentas automatizadas permite identificar alterações societárias, envolvimento em litígios, sanções administrativas e outros fatores relevantes ao longo da vigência contratual, o que subsidia decisões sobre renovação, revisão ou encerramento de contratos, oferecendo maior previsibilidade jurídica e reduzindo exposições decorrentes de vínculos mantidos sem avaliação atualizada.

Compliance e Resiliência Digital

A resiliência digital figura como aspecto relevante do Compliance em razão dos efeitos jurídicos decorrentes de falhas tecnológicas. Os controles de acesso, registro de incidentes, resposta documentada a eventos cibernéticos e preservação de dados sensíveis são analisados como parte da governança corporativa.

Integridade como centro da estratégia corporativa

As decisões estratégicas devem considerar critérios de integridade desde a fase inicial de análise. Logo, as expansões, aquisições e entrada em novos mercados são avaliadas à luz de riscos regulatórios, histórico do setor e exigências locais. Esse cuidado evita operações que, embora atrativas sob o ponto de vista econômico, apresentem passivos ocultos ou exposição incompatível com a capacidade de controle da organização.

Uso de ferramentas automatizadas para Auditoria, Due Diligence, Background Check, Gestão de Riscos e de Fornecedores

O uso de ferramentas automatizadas confere maior consistência técnica às atividades de controle e verificação. A automatização favorece a leitura cruzada de dados e a identificação de padrões que dificilmente seriam percebidos por controles manuais ou consultas pontuais. A recorrência de determinados fornecedores em ocorrências, a repetição de exceções concedidas a um mesmo perfil de parceiro ou a concentração de riscos em determinadas áreas tornam-se visíveis quando os registros permanecem conectados e atualizados. O encadeamento de informações atuais e relevantes embasa as decisões e reduz a margem para avaliações intuitivas ou fragmentadas.

Conclusão

A consolidação de programas de compliance mais maduros passa, inevitavelmente, pela escolha da tecnologia adequada para sustentar decisões, controles e evidências. À medida que o volume de dados cresce e os riscos se tornam mais difusos, estruturas baseadas em análises manuais ou sistemas desconectados perdem capacidade de resposta e aumentam a exposição a falhas operacionais e regulatórias.

As tendencias de compliance para 2026 envolvem o uso da tecnologia certa que viabiliza sua aplicação de forma consistente, com informações organizadas e preservação do histórico, isso se traduz em decisões mais previsíveis e alinhadas ao apetite de risco definido pela organização.

As soluções da Kronoos se inserem nesse cenário como suporte técnico à execução do compliance. Nossa plataforma contribui para análises padronizadas e aderentes às regras internas e externas de conformidade. A classificação automatizada de ocorrências, conforme parâmetros definidos pela própria companhia, reforça a coerência das decisões e facilita auditorias internas e externas. Fale com um de nossos especialistas e saiba mais!

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