Como usar a lista de identificação de Pessoas Expostas Politicamente (PEP) no Processo de Onboarding?

16 de jan. de 2026

Como usar a lista de identificação de Pessoas Expostas Politicamente (PEP) no Processo de Onboarding?

O uso de listas de Pessoas Expostas Politicamente (PEP) no processo de Onboarding está na importância de cruzar dados em tempo real por meio de tecnologias avançadas de tratamento de dados. Nos últimos meses, por exemplo, a Câmara dos Deputados aprovou um texto que reorganiza o tratamento de operações envolvendo PEPs, exigindo que instituições financeiras consultem bases oficiais como o Portal da Transparência e o SISCOAF para identificar esse perfil ainda na fase inicial de relacionamento comercial e que a alta administração seja envolvida em decisões sobre iniciar ou manter tais vínculos. A nova lei ressalta a evolução das exigências sobre como listas de PEPs devem ser consultadas e atualizadas.

Paralelamente, os provedores de tecnologia estão respondendo a essas exigências com soluções inteligentes que unem automação e dados atualizados, por meio de  plataformas especializadas em compliance que oferecem a verificação automática de sanções, vínculos familiares e notícias relevantes em tempo real, reduzindo o risco de decisões baseadas em dados desatualizados.

Diante desse cenário, a prática de onboarding, que, por sua vez, reúne dados cadastrais, validação documental e a classificação de risco inicial, não pode prescindir desses mecanismos tecnológicos. Para tanto, é necessário ter acesso a listas de PEP atualizadas constantemente e conectadas a sistemas de verificação automática garante que a identificação desse perfil de risco ocorra ainda na entrada do cliente ou parceiro, incorporando eficiência operacional ao atendimento das regras do BACEN, COAF e demais autoridades, melhoria dos controles internos desde o primeiro contato com o cliente

O que são listas de Pessoas Expostas Politicamente (PEP)?

Na regulação voltada à prevenção da lavagem de dinheiro, as listas de Pessoas Expostas Politicamente correspondem a bases de dados que reúnem informações de pessoas que exercem ou exerceram funções públicas de alta relevância. Por meio desses registros, as instituições financeiras e demais setores obrigados conseguem identificar clientes cuja posição institucional exige uma análise de risco mais acurada.

Isso porque, segundo normas do Banco Central do Brasil e diretrizes do Conselho de Controle de Atividades Financeiras, a classificação como PEP impõe diligência reforçada na abertura de contas, na manutenção de relacionamento comercial e na verificação da origem de recursos. A finalidade das listas de Pessoas Expostas Politicamente (PEP) é permitir tratamento proporcional ao grau de exposição decorrente do cargo ocupado.

Dentre os nomes que costumam constar nesses cadastros estão chefes do Poder Executivo, ministros, parlamentares, magistrados de tribunais superiores, dirigentes de empresas estatais e autoridades estrangeiras de hierarquia equivalente. Há algumas hipóteses em que familiares próximos e pessoas de relacionamento estreito também podem ser vinculados à base, quando houver conexão capaz de influenciar movimentações patrimoniais de grande vulto ou ainda influenciar em processos decisórios, conflitos de interesse e inúmeras situações que podem ocorrer na prática.

Por outro lado, do ponto de vista operacional, as listas podem ser elaboradas internamente pelas próprias instituições, a partir de dados públicos e cruzamentos cadastrais, ou fornecidas por empresas especializadas que mantêm bases atualizadas. O objetivo é sempre permitir identificação prévia, classificação de risco e aplicação de controles compatíveis com a posição ocupada pelo titular.

A Kronoos desenvolveu uma tecnologia especializada, com APIs de Due Diligence, motores de busca com inteligência artificial e soluções de Data Analytics, para verificação em tempo real. O sistema compara dados cadastrais com registros públicos, bases de sanções, notícias recentes e cadastros oficiais, sinalizando imediatamente eventuais correspondências.

Afinal, como usar a lista de identificação de Pessoas Expostas Politicamente (PEP) no Processo de Onboarding?

Desde o primeiro registro de um novo cliente, o processo de onboarding precisa incorporar a verificação de Pessoas Expostas Politicamente (PEP) como parte orgânica da análise inicial. A identificação desse perfil não pode surgir como checagem posterior ou etapa isolada; ela deve acompanhar o fluxo desde a coleta de dados até a validação final do cadastro.

Na fase de qualificação cadastral, informações como nome completo, CPF ou CNPJ, data de nascimento, nacionalidade e vínculos societários são estruturadas em formato compatível com cruzamentos automatizados. A partir dessa base organizada, sistemas tecnológicos realizam a comparação imediata com listas atualizadas de PEP, nacionais e internacionais, permitindo identificar eventual enquadramento já no momento da entrada.

Segundo diretrizes do Banco Central do Brasil e do Conselho de Controle de Atividades Financeiras, instituições supervisionadas precisam aplicar diligência ampliada quando identificam esse perfil. Por essa razão, a consulta deve ocorrer de forma simultânea ao cadastro, registrando data, fonte e resultado da verificação.

Por meio de APIs especializadas, motores de busca com inteligência artificial e ferramentas de data analytics, o levantamento ocorre em tempo real. O sistema cruza os dados declarados com bases públicas, cadastros privados, registros de sanções e informações recentes divulgadas na imprensa, gerando alertas automáticos quando há correspondência relevante. O histórico fica documentado para efeito de auditorias, investigações internas e outros processos.

Assim, o uso da lista de PEP no Onboarding orienta as decisões internas já na fase inicial do relacionamento. A análise de exposição política influencia limites operacionais, níveis de aprovação e exigência de documentação complementar, formando um processo tecnicamente sólido e alinhado às exigências atuais de governança corporativa.

Quanto tempo a pessoa fica politicamente exposta?

Pela regulamentação brasileira de prevenção à lavagem de dinheiro, a condição de Pessoa Politicamente Exposta não se encerra automaticamente com a saída do cargo público.

Segundo normas aplicáveis às instituições supervisionadas pelo Banco Central do Brasil e diretrizes do Conselho de Controle de Atividades Financeiras, o enquadramento permanece durante todo o período de exercício da função e se estende, em regra, por até cinco anos após o desligamento. O intervalo posterior busca capturar situações em que a influência política ou a rede de relacionamento construída no cargo ainda possa produzir efeitos patrimoniais relevantes.

Durante esse lapso, as instituições obrigadas mantêm diligência reforçada na análise de operações, na verificação da origem de recursos e na manutenção do relacionamento comercial. Passado o prazo regulamentar, o enquadramento automático deixa de existir, embora a análise de risco continue possível caso circunstâncias concretas indiquem exposição diferenciada.

Assim, o critério temporal combina exercício do cargo e período subsequente definido pela norma setorial, preservando coerência com a lógica de gestão de risco adotada pelo sistema legal brasileiro.

Conclusão

Para usar a lista de identificação de Pessoas Expostas Politicamente (PEP) no Processo de Onboarding corretamente, a verificação das PEP deve ser realizado por tecnologia capaz de cruzar dados em tempo real e registrar cada consulta realizada. Quando a empresa cruza dados em tempo real e registra cada verificação com precisão, ela ganha clareza sobre com quem está se relacionando e conduz suas decisões com mais maturidade, coerência e responsabilidade. A Kronoos ajuda sua empresa neste processo de Onboarding de Pessoas Expostas Politicamente. Fale com nossa equipe para saber mais!

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