Conheça as vantagens da ferramenta Radar PCC/CV desenvolvida pelo Kronoos em relação à pesquisa manual em tribunais e Google, incluindo um comparativo de tempo, custo e risco.
Uma pesquisa processual mal executada tem um custo que nem sempre aparece no orçamento de Compliance. As horas dedicadas a consultar tribunais, conferir homônimos, localizar documentos e organizar resultados reduzem a capacidade da equipe de analisar novos terceiros. Um erro de identificação, por sua vez, compromete a qualidade da Due Diligence e expõe a empresa a decisões baseadas em informações atribuídas à pessoa errada.
A comparação entre a pesquisa manual de processos judiciais e o Radar PCC/CV, do Kronoos, exige avaliar o método de pesquisa, a abrangência das fontes, o esforço de validação e o custo total de cada análise. O objetivo não é determinar que a automação substitui toda investigação manual, mas identificar em quais etapas a tecnologia reduz trabalho repetitivo e em quais situações a intervenção especializada continua indispensável.
A Receita Federal divulgou a Operação Termidor, que investiga suspeitas de atuação criminosa na cadeia econômica do dendê. A autoridade informou que empresas sob investigação movimentaram aproximadamente R$ 1 bilhão entre 2023 e 2026, com indícios de incompatibilidade entre parte dos fluxos financeiros e a documentação disponível. A apuração também envolve suspeitas de uso de interpostas pessoas e ocultação patrimonial.
Logo, a questão é altamente relevante pois envolve alocação de recursos, produtividade e qualidade da decisão. Para as equipes de Compliance e Jurídico, envolve a capacidade de localizar informações relevantes, verificar sua origem e documentar os fundamentos de uma análise de risco.
Como funcionam a pesquisa manual e o Radar PCC/CV?
Os dois métodos atendem a necessidades relacionadas, mas não executam necessariamente o mesmo trabalho. A pesquisa manual depende das consultas e verificações conduzidas pelo profissional. O Radar PCC/CV automatiza uma pesquisa direcionada à identificação de sinais relacionados ao Primeiro Comando da Capital (PCC) e ao Comando Vermelho (CV) em processos judiciais públicos e mídia.
Pesquisa manual em sites de tribunais e Google
O trabalho começa pela definição da pessoa ou empresa investigada e das fontes pertinentes à análise. O profissional consulta portais judiciais, pesquisa informações complementares e examina os registros encontrados.
Na prática, o fluxo envolve:
Identificar os dados disponíveis da pessoa física ou jurídica;
Selecionar tribunais e fontes de consulta relevantes;
Executar pesquisas por nome e identificadores disponíveis;
Examinar os resultados e distinguir homônimos;
Consultar os registros processuais pertinentes e verificar seu contexto;
Documentar as fontes, os achados e as conclusões para a Due Diligence.
O Google auxilia na localização de páginas públicas, notícias e documentos indexados. Não equivale a uma base processual oficial, nem oferece cobertura uniforme de todos os registros judiciais. Os portais dos tribunais também apresentam diferenças de consulta, disponibilidade e apresentação dos dados.
A pesquisa manual, portanto, envolve mais do que encontrar uma ocorrência. O analista precisa determinar se o registro corresponde à pessoa pesquisada, se o conteúdo é pertinente e se há fundamento para encaminhar o achado à avaliação de risco.
Como funciona o Radar PCC/CV?
O Radar PCC/CV recebe o CPF ou CNPJ da pessoa ou empresa pesquisada e realiza uma varredura automatizada de processos judiciais públicos e mídia em busca de sinalizadores relacionados ao PCC, ao Comando Vermelho e a referências correlatas. A análise considera informações como capas processuais, movimentações e publicações, além de menções a organizações criminosas e enquadramentos relacionados à Lei nº 12.850/2013.
Os resultados passam por validação de identidade e são consolidados no Dossiê Compliance, com acesso às fontes originais. Conforme o tipo de achado, a referência inclui dados como número do processo, tribunal, trecho de decisão ou matéria jornalística.
A diferença operacional está na execução da busca e na organização dos resultados. O Radar PCC/CV Kronoos direciona a pesquisa a um conjunto específico de sinais de risco com a análise jurídica e a decisão sobre a relevância de cada achado continuam sob responsabilidade dos profissionais da empresa.
Quais são as diferenças operacionais entre os métodos?
A comparação deve considerar o processo completo, não somente o tempo necessário para localizar um registro.
Critério | Pesquisa manual em tribunais e Google | Radar PCC/CV |
Execução da consulta | O analista acessa fontes e realiza as pesquisas | A varredura ocorre automaticamente dentro do escopo do módulo |
Definição do escopo | Depende dos critérios e das fontes selecionadas pelo profissional | Direcionada a sinalizadores relacionados ao PCC e ao CV |
Conferência de identidade | Exige comparação dos identificadores disponíveis | Inclui validação de identidade para reduzir falsos positivos |
Consolidação | O analista organiza os resultados e registra as fontes | Os achados são reunidos no Dossiê Compliance |
Rastreabilidade | Depende do registro adequado das consultas e referências | Os resultados incluem acesso às fontes originais, conforme o achado |
Investigação aprofundada | Permite direcionar consultas a documentos e questões específicas | Os achados orientam a revisão e a investigação complementar |
Custo operacional | Varia conforme as horas de trabalho e os recursos utilizados | Depende do contrato, do volume de pesquisas e do esforço de revisão |
A tabela evidencia uma distinção importante: A automação reduz tarefas repetitivas dentro de seu escopo, mas não torna equivalentes todos os métodos de pesquisa. Uma investigação sobre um processo específico, por exemplo, exige exame documental próprio. Já uma rotina de triagem de muitos terceiros com foco em determinados sinalizadores apresenta outra demanda operacional.
Também não seria tecnicamente correto afirmar que a pesquisa manual é sempre mais lenta ou que uma ferramenta automatizada encontra todos os registros pertinentes. O resultado depende da complexidade da consulta, da disponibilidade das fontes e do nível de aprofundamento exigido.
Quanto custa pesquisar processos manualmente?
O custo da pesquisa manual envolve horas de trabalho, ferramentas, revisão e retrabalho. Avaliar somente o tempo de consulta subestima o esforço necessário para entregar uma análise utilizável pela empresa.
Considere quatro componentes:
Pesquisa: tempo dedicado à consulta dos portais, localização de registros e busca complementar;
Validação: conferência da identidade dos envolvidos, exame do contexto processual e verificação das fontes;
Documentação: registro dos achados, organização das referências e elaboração do relatório;
Retrabalho: repetição de consultas, correção de informações e esclarecimento de resultados incompletos.
O custo por análise deve refletir a soma dessas atividades. Para a comparação com uma solução automatizada, também entram o preço da ferramenta, as horas de revisão humana e as despesas com pesquisas complementares.
Exemplo de cálculo do custo mensal
Considere uma simulação com os seguintes parâmetros:
300 terceiros pesquisados por mês;
30 minutos de trabalho manual por pesquisa;
custo interno de R$ 100 por hora de analista.
Nesse cenário, a pesquisa manual consome 150 horas mensais. O custo de mão de obra corresponde a R$ 15.000 por mês, ou R$ 50 por terceiro pesquisado.
Os valores são hipotéticos e servem apenas para demonstrar o cálculo. Não representam preços, produtividade média de mercado ou resultados divulgados pelo Kronoos.
O exemplo também não inclui licenças de sistemas, custos administrativos, consultas adicionais ou retrabalho. A empresa deve acrescentar esses componentes para chegar ao custo total.
Como calcular o tempo de analista em Due Diligence?
O tempo de analista em Due Diligence precisa ser medido do início da pesquisa até a conclusão da análise, incluindo as etapas de conferência e registro. Comparar apenas a duração da consulta inicial distorce o resultado.
A empresa deve medir, em uma amostra representativa:
Tempo de localização dos registros;
Tempo de identificação e conferência dos envolvidos;
Tempo de exame dos achados;
Tempo de elaboração e revisão do dossiê;
Tempo de consultas complementares.
Com esses dados, a equipe calcula o tempo médio por terceiro em cada método.
Economia de horas = horas totais do processo manual − horas totais do processo automatizado.
A conta só é válida quando os dois métodos atendem ao mesmo objetivo de pesquisa. Se a pesquisa manual examina várias categorias de risco e o Radar PCC/CV se concentra em sinais relacionados a duas organizações criminosas, a comparação exige delimitar o escopo comum ou separar as atividades.
O indicador também precisa incluir a revisão dos resultados automatizados. A duração da varredura não corresponde, necessariamente, ao tempo total para concluir uma Due Diligence.
Como interpretar o resultado para a gestão?
A economia de horas ganha relevância quando a empresa identifica o destino da capacidade liberada. A equipe terá condições de aprofundar os casos sinalizados, ampliar a análise de terceiros ou reduzir o acúmulo de pesquisas pendentes, conforme as prioridades definidas pela gestão.
O indicador operacional, isoladamente, não comprova retorno financeiro. Para essa conclusão, é necessário relacionar o tempo economizado ao custo interno, ao valor contratado da solução e aos resultados obtidos.
Qual é o risco de homônimos e atribuições incorretas?
Um dos pontos mais sensíveis da pesquisa processual é a atribuição de um registro à pessoa errada. Nomes iguais ou semelhantes, variações de grafia e dados incompletos dificultam a identificação, sobretudo em pesquisas com grande volume de resultados.
O Conselho Nacional de Justiça disponibiliza a API Pública do DataJud, que oferece metadados de processos judiciais públicos, como informações de capa e movimentações, respeitados os critérios de acesso e a proteção de dados sigilosos. Isso não significa que todos os documentos processuais estejam disponíveis na mesma base ou que uma consulta isolada resolva todas as dúvidas de identidade.
Como reduzir falsos positivos?
A conferência deve considerar o conjunto de informações disponível, e não somente o nome:
Comparar CPF ou CNPJ, quando disponível e adequado à consulta;
Conferir outros dados de identificação presentes no registro;
Verificar se o papel atribuído à pessoa corresponde ao vínculo efetivamente registrado;
Examinar o conteúdo e a situação do processo;
Registrar eventuais limitações e encaminhar os casos duvidosos para revisão.
O Radar PCC/CV informa que utiliza o documento fornecido para validar a identidade e reduzir a ocorrência de falsos positivos. Esse recurso auxilia a triagem, mas não elimina a necessidade de revisão dos achados.
Há uma distinção jurídica essencial: aparecer em um processo não equivale a ter praticado um crime. A pessoa identificada pode figurar como autora, ré, vítima, testemunha, representante ou em outra condição processual. A natureza do vínculo precisa ser conferida antes de qualquer conclusão sobre risco.
Como avaliar cobertura, atualização e rastreabilidade?
A qualidade da pesquisa depende de três dimensões distintas.
Cobertura diz respeito às fontes efetivamente consultadas e aos tipos de registro abrangidos. O Google localiza páginas indexadas; os tribunais disponibilizam seus próprios sistemas; bases como o DataJud oferecem metadados dentro dos critérios definidos pelo CNJ. Essas fontes não são intercambiáveis.
Atualização envolve a data em que os dados foram disponibilizados e a frequência de atualização da fonte. Um resultado antigo exige conferência da situação atual do processo antes de fundamentar uma decisão.
Rastreabilidade permite identificar de onde veio a informação e retornar ao registro original. Sem essa referência, a equipe encontra dificuldades para revisar um achado, explicar uma decisão ou corrigir uma associação equivocada.
Para avaliar uma ferramenta de pesquisa processual por CPF e CNPJ, a área de Compliance deve verificar:
Quais fontes judiciais e jornalísticas são consultadas;
Quais tipos de registro entram na pesquisa;
Como a solução trata homônimos e dados divergentes;
Como os resultados são relacionados às fontes originais;
Quais limitações de cobertura e atualização se aplicam;
Quais registros ficam disponíveis para revisão posterior.
Esses critérios também servem para comparar fornecedores de tecnologia.
Em quais situações a automação compensa?
A decisão depende da frequência das pesquisas, do volume de terceiros, do escopo de risco e do custo de manter o processo manual.
Situação empresarial | Método que merece avaliação | Motivo |
Poucas pesquisas pontuais | Pesquisa manual | O volume reduzido talvez não justifique a contratação de uma solução especializada |
Grande quantidade de terceiros por mês | Automação | A repetição das consultas aumenta o custo acumulado do trabalho manual |
Investigação jurídica aprofundada de um processo | Pesquisa manual complementar | O caso exige exame específico de documentos, decisões e contexto processual |
Triagem recorrente de sinais relacionados ao PCC e ao CV | Radar PCC/CV | O módulo foi desenvolvido para pesquisar sinalizadores desse escopo |
Necessidade de consultar fontes fora do escopo do módulo | Pesquisa complementar | A abrangência da investigação precisa corresponder ao risco avaliado |
A automação tende a ter maior relevância operacional quando o trabalho se repete em escala e segue critérios definidos. A pesquisa manual continua necessária em aprofundamentos que exigem interpretação jurídica, conferência documental ou investigação de questões específicas.
A decisão final deve considerar também a compatibilidade entre o escopo da ferramenta e a política de risco da empresa. Uma solução direcionada ao PCC e ao CV não substitui, por definição, pesquisas sobre sanções, pessoas politicamente expostas, mídia negativa geral, ações cíveis ou outras categorias de risco fora de seu escopo.
Como calcular o retorno financeiro da automação?
A análise econômica deve comparar o custo total de cada processo e a capacidade de atendimento resultante.
O cálculo básico considera:
Custo mensal do método manual
Horas de pesquisa e revisão × custo interno por hora, somadas às despesas com sistemas, consultas complementares e retrabalho.
Custo mensal do método automatizado
Valor contratado da solução + horas de revisão humana × custo interno por hora + despesas complementares atribuíveis ao processo.
Economia líquida mensal
Custo total manual − custo total automatizado.
Se o resultado for positivo, existe redução de custo operacional dentro das premissas utilizadas. Para calcular o retorno sobre o investimento, a empresa também precisa considerar o custo de implantação, a adaptação dos procedimentos e o período de avaliação.
O cálculo exige dados internos confiáveis. Sem preço comercial confirmado e medição de produtividade, não há fundamento para publicar uma taxa universal de economia ou um prazo de retorno aplicável a todas as empresas.
Perguntas frequentes
A pesquisa manual de processos judiciais é suficiente para a Due Diligence?
A suficiência depende do perfil de risco, das fontes consultadas, do volume de terceiros e da profundidade exigida. A pesquisa manual oferece flexibilidade, mas a cobertura e a qualidade dependem do procedimento adotado e da documentação dos resultados.
O Radar PCC/CV substitui a pesquisa manual?
Não em todas as situações. O módulo automatiza uma pesquisa direcionada a sinais relacionados ao PCC e ao CV. A análise jurídica aprofundada e as consultas sobre riscos fora desse escopo continuam exigindo procedimentos complementares.
Uma ferramenta de pesquisa processual por CPF e CNPJ elimina homônimos?
Não. O uso de identificadores e a validação de identidade reduzem o risco de associação incorreta, mas a revisão do contexto e da condição processual continua necessária.
Como calcular o custo real da pesquisa manual?
Some o custo das horas de pesquisa, validação, registro, revisão e retrabalho. Divida o total pelo número de terceiros analisados para obter o custo médio por pesquisa.
Uma menção ao PCC ou ao CV comprova vínculo criminoso?
Não. A menção é um sinal que exige verificação da identidade, da fonte, do conteúdo e do contexto. Uma notícia ou registro processual, isoladamente, não comprova participação em organização criminosa.
Conclusão: A comparação precisa refletir o custo e o risco do processo
A escolha entre pesquisa manual e automação não se resume à velocidade de consulta. O custo por terceiro, a qualidade da identificação, a cobertura das fontes, a rastreabilidade e o esforço de revisão determinam a utilidade de cada método para a gestão de riscos.
Para empresas com pesquisas recorrentes e grande volume de terceiros, o Radar PCC/CV oferece automação direcionada a sinalizadores relacionados ao PCC e ao CV, com validação de identidade e acesso às fontes originais. A pesquisa manual mantém sua relevância em análises jurídicas aprofundadas e consultas fora do escopo do módulo.
O Kronoos disponibiliza o Radar PCC/CV integrado ao Dossiê Compliance para apoiar a pesquisa de sinais relacionados ao crime organizado. A avaliação da solução deve considerar o escopo contratado, os procedimentos internos e os indicadores de custo e produtividade da empresa. Clique aqui e fale com a nossa equipe agora!

